quarta-feira, 25 de maio de 2011
Estudo das características perceptuais e das principais temáticas do Children's Apperception Test – forma animal (CAT-A)
Pesquisa de Iniciação Científica
Orientadora: Profª. Drª. Renata Ferrarez Fernandes Lopes
Autora: Janaína Carrijo de Souza Alves
Co-autoras: Bruna Morais Miranda e Cristiane Thereza Maganha
Orientadora: Profª. Drª. Renata Ferrarez Fernandes Lopes
Autora: Janaína Carrijo de Souza Alves
Co-autoras: Bruna Morais Miranda e Cristiane Thereza Maganha
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Pesquisas
domingo, 20 de março de 2011
A Teoria Piagetiana e sua Interface com as Teorias Cognitivas sobre Formação de Crenças
Pesquisa de Iniciação Científica com bolsa da FAPEMIG
Autor: Filipe Silva Castro
Co-autoras: Carolina Faria Arantes e Mara Lívia de Carvalho
Orientadora: Profa. Dra. Renata Ferrarez Fernandes Lopes
Introdução:Autor: Filipe Silva Castro
Co-autoras: Carolina Faria Arantes e Mara Lívia de Carvalho
Orientadora: Profa. Dra. Renata Ferrarez Fernandes Lopes
Atualmente, muitos estudos científicos têm dirigido a atenção à origem das crenças pesquisando a interface entre os processos cognitivos e a emoção, com ênfase no papel afetivo sobre os mesmos.
O objetivo deste trabalho foi mostrar a fundamentação, em Piaget, dos conceitos de assimilação e acomodação como processos básicos na formação e modificação de crenças.
O objetivo deste trabalho foi mostrar a fundamentação, em Piaget, dos conceitos de assimilação e acomodação como processos básicos na formação e modificação de crenças.
Metodologia:
Foi feito um levantamento bibliográfico, com base nas obras originais de Piaget, para apontar os conceitos piagetianos que fundamentam as teorias cognitivas que pressupõem que a formação e a modificação de crenças ocorrem com base no humor experimentado pela pessoa (teorias pesquisadas em suas fontes originais).
Resultados:
Assimilação e acomodação são colocados como pólos funcionais da adaptação, o que supõe um equilíbrio entre ambos e os torna processos indissociáveis que ocorrem de forma correlacionada, apesar de em alguns momentos haver uma variação com predomínio de um deles. Este predomínio está relacionado à equilibração para a qual o indivíduo sempre tende e à auto-regulação, com a finalidade de buscar o que lhe é mais adaptativo. O esquema abaixo resume o processo e mostra a conceitualização dos dois processos.

Discussão:
Alguns teóricos cognitivos têm indicado que os estados afetivos são elementos que ajudam a direcionar qual o estilo cognitivo (assimilativo ou acomodativo) é mais apropriado ou mais adaptativo às demandas externas.
Estudos demonstraram que os estados afetivos positivos, parecem ativar mais os processos de assimilação, ao passo que quando o humor se torna negativo, parece ativar mais processos acomodativos. Assim, pode-se dizer que os estados afetivos ajudam regular a utilização desses mecanismos cognitivos à medida que o indivíduo se confronta com uma situação-problema. A variação é muito importante na formação e manutenção dos esquemas nucleares, pois permite que o indivíduo ora se volte mais para o estímulo utilizando mais processos acomodativos, ora se volte para as estruturas internas utilizando mais processos assimilativos, buscando sempre as alternativas adequadas às demandas do meio.
As crenças podem ser conceituadas como inferências baseadas no conhecimento internalizado e caracterizado por um aspecto de confiança e de convicções genuínas. Sendo consideradas também como representações cognitivas que mediam o modo como as pessoas percebem, constroem ou interpretam o mundo ao seu redor. Por isso, sua formação pertence ao domínio da assimilação, mais do que da acomodação.
Conclui-se que os estados de humor positivos servem para sustentar a formação de crenças (mediada por processos assimilativos) na interface entre o afeto e cognição, ao passo que o afeto negativo favorece a modificação de crenças via processos acomodativos. Assim, compreende-se que os conceitos encontrados na obra piagetiana fundamentam o conhecimento sobre a origem e manutenção das crenças.
Referências:
Estudos demonstraram que os estados afetivos positivos, parecem ativar mais os processos de assimilação, ao passo que quando o humor se torna negativo, parece ativar mais processos acomodativos. Assim, pode-se dizer que os estados afetivos ajudam regular a utilização desses mecanismos cognitivos à medida que o indivíduo se confronta com uma situação-problema. A variação é muito importante na formação e manutenção dos esquemas nucleares, pois permite que o indivíduo ora se volte mais para o estímulo utilizando mais processos acomodativos, ora se volte para as estruturas internas utilizando mais processos assimilativos, buscando sempre as alternativas adequadas às demandas do meio.
As crenças podem ser conceituadas como inferências baseadas no conhecimento internalizado e caracterizado por um aspecto de confiança e de convicções genuínas. Sendo consideradas também como representações cognitivas que mediam o modo como as pessoas percebem, constroem ou interpretam o mundo ao seu redor. Por isso, sua formação pertence ao domínio da assimilação, mais do que da acomodação.
Conclui-se que os estados de humor positivos servem para sustentar a formação de crenças (mediada por processos assimilativos) na interface entre o afeto e cognição, ao passo que o afeto negativo favorece a modificação de crenças via processos acomodativos. Assim, compreende-se que os conceitos encontrados na obra piagetiana fundamentam o conhecimento sobre a origem e manutenção das crenças.
Referências:
Fiedler, K., & Bless, H., (2005). Mood and the regulation of infomation processing and behavior. In Paper for Sidney Symposium on Social Psychology.
Inhelder,B; Piaget, J. (1968). A Psicologia da Criança. Coleção “Saber atual”. Difusão Européia do Livro. São Paulo.
Lopes, R. F. F. ; Alves ,M. R. (2009). Bases cognitivas, comportamentais e afetivas da origem das crenças e a implicação nos tratamentos cognitivo-comportamentais. In: Regina Christina Wielenska. (Org.). Sobre comportamento e cognição. (p. 297-304).Santo André: ESETec Editores Associados.
Piaget, J.(1996 ). Biologia e conhecimento: ensaio sobre as relações entre as regulações orgânicas e os processos cognoscitivos.(Tradução de Francisco M. Guimarães- Petrópolis, RJ: Vozes.
Piaget, J. (2005). A representação do mundo na criança: com o concurso de onze colaboradores. Aparecida, SP: Idéias & Letras.
Inhelder,B; Piaget, J. (1968). A Psicologia da Criança. Coleção “Saber atual”. Difusão Européia do Livro. São Paulo.
Lopes, R. F. F. ; Alves ,M. R. (2009). Bases cognitivas, comportamentais e afetivas da origem das crenças e a implicação nos tratamentos cognitivo-comportamentais. In: Regina Christina Wielenska. (Org.). Sobre comportamento e cognição. (p. 297-304).Santo André: ESETec Editores Associados.
Piaget, J.(1996 ). Biologia e conhecimento: ensaio sobre as relações entre as regulações orgânicas e os processos cognoscitivos.(Tradução de Francisco M. Guimarães- Petrópolis, RJ: Vozes.
Piaget, J. (2005). A representação do mundo na criança: com o concurso de onze colaboradores. Aparecida, SP: Idéias & Letras.
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Pesquisas
O Problema Mente-Corpo na Psicologia Cognitiva Moderna
AUTORES:
Leonardo Lana de Carvalho
Ederaldo José Lopes (orientador)
ÁREA:
História da Psicologia (Cognitiva)
RESUMO:
Na epistemologia das ciências cognitivas, como em todo campo do saber, ciência e área de aplicação, seus conceitos e interrelações conceituais não são objeto de uma transmissão fácil e límpida, muitas vezes possuem também contradições. Uma linguagem unificada de modelagem, a UML, possui regras padronizadas de elaboração conceitual. Uma introdução opinativa dos fundamentos epistemológicos sobre o problema mente-corpo é apresentada com o auxílio de diagramas de classe UML. São propostas representações esquemáticas diferenciando o dualismo substancial, o dualismo de propriedades, as teorias da identidade mente-corpo, o eliminativismo materialista e com maior atenção o emergentismo materialista.
PALAVRAS-CHAVE
Ciências Cognitivas, Epistemologia, Modelagem UML, Problema Mente-Corpo
ABSTRACT
The epistemology of cognitive sciences, as in any field of knowledge, science and application areas, has concepts and conceptual interrelationships that are not subject of easy and clear transmission, often also have contradictions. UML is a unified modeling language with standardized rules for conceptual elaboration. We propose an opinionated introduction of epistemological bases of mind-body problem using as support UML class diagrams. Schematic representations are proposed to differentiate positions like the substantial dualism, the dualism of properties, theories of mind-body identity, the eliminative materialism, and with more interest, the emergent materialism.
KEYWORDS
Cognitive Science, Epistemology, UML modeling, Mind-Body Problem
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Leonardo Lana de Carvalho
Ederaldo José Lopes (orientador)
ÁREA:
História da Psicologia (Cognitiva)
RESUMO:
Na epistemologia das ciências cognitivas, como em todo campo do saber, ciência e área de aplicação, seus conceitos e interrelações conceituais não são objeto de uma transmissão fácil e límpida, muitas vezes possuem também contradições. Uma linguagem unificada de modelagem, a UML, possui regras padronizadas de elaboração conceitual. Uma introdução opinativa dos fundamentos epistemológicos sobre o problema mente-corpo é apresentada com o auxílio de diagramas de classe UML. São propostas representações esquemáticas diferenciando o dualismo substancial, o dualismo de propriedades, as teorias da identidade mente-corpo, o eliminativismo materialista e com maior atenção o emergentismo materialista.
PALAVRAS-CHAVE
Ciências Cognitivas, Epistemologia, Modelagem UML, Problema Mente-Corpo
ABSTRACT
The epistemology of cognitive sciences, as in any field of knowledge, science and application areas, has concepts and conceptual interrelationships that are not subject of easy and clear transmission, often also have contradictions. UML is a unified modeling language with standardized rules for conceptual elaboration. We propose an opinionated introduction of epistemological bases of mind-body problem using as support UML class diagrams. Schematic representations are proposed to differentiate positions like the substantial dualism, the dualism of properties, theories of mind-body identity, the eliminative materialism, and with more interest, the emergent materialism.
KEYWORDS
Cognitive Science, Epistemology, UML modeling, Mind-Body Problem
Parte 1
Parte 2
Parte 3
FINANCIAMENTO:
FAPEMIG: Processos SHA APQ-0152-5.06/07 e SHA PPM 349/09; bolsa de pós-doutorado (Proc. SHA 301/09)
QUEM SÃO OS AUTORES?
. Leonardo Lana de Carvalho é pós-doutorando no Lab. de Psic. Experimental, IPUFU/FAPEMIG (Proc. SHA 301/09). Possui doutorado em Psicologia pela Universidade de Lyon II com co-orientação em computação pela Univ. de Lyon I (2008), mestrado em Psicologia Cognitiva e Modelagem pela Univ. de Lyon II com estágio no Lab. de Computação - LIRIS Lyon I (2004), graduação em Psicologia pela UFU (2003). Lecionou no Instituto de Psicologia de Lyon II (2004-2008). Fez pós-doutorado na Universidade de Paris IV Sorbonne sob contrato do CNRS (2009). Sua pesquisa está voltada para o problema mente-corpo e técnicas de modelagem estatística, matemática e computacional.
. Ederaldo José Lopes é Professor Associado II da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), orienta no Programa de Pós-graduação em Psicologia do Instituto de Psicologia com ênfase em Psicologia Cognitiva Experimental. Desenvolve trabalhos na área de fundamentos históricos e epistemológicos da psicologia cognitiva e na área de medidas em psicologia. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Psicologia (2008-2009), possui graduação em Psicologia pela Universidade de São Paulo (1989), mestrado (1992) e doutorado (1997) em Psicobiologia pela Universidade de São Paulo e pós-doutorado em filosofia da mente e ciências cognitivas pela Universidade Federal de São Carlos (2003). É o coordenador do projeto “O problema mente-corpo e a naturalização da psicologia (cognitiva): Implicações epistemológicas” com recursos da FAPEMIG: Processos SHA 301/09 e PPMIII 349/09.
FAPEMIG: Processos SHA APQ-0152-5.06/07 e SHA PPM 349/09; bolsa de pós-doutorado (Proc. SHA 301/09)
QUEM SÃO OS AUTORES?
. Leonardo Lana de Carvalho é pós-doutorando no Lab. de Psic. Experimental, IPUFU/FAPEMIG (Proc. SHA 301/09). Possui doutorado em Psicologia pela Universidade de Lyon II com co-orientação em computação pela Univ. de Lyon I (2008), mestrado em Psicologia Cognitiva e Modelagem pela Univ. de Lyon II com estágio no Lab. de Computação - LIRIS Lyon I (2004), graduação em Psicologia pela UFU (2003). Lecionou no Instituto de Psicologia de Lyon II (2004-2008). Fez pós-doutorado na Universidade de Paris IV Sorbonne sob contrato do CNRS (2009). Sua pesquisa está voltada para o problema mente-corpo e técnicas de modelagem estatística, matemática e computacional.
. Ederaldo José Lopes é Professor Associado II da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), orienta no Programa de Pós-graduação em Psicologia do Instituto de Psicologia com ênfase em Psicologia Cognitiva Experimental. Desenvolve trabalhos na área de fundamentos históricos e epistemológicos da psicologia cognitiva e na área de medidas em psicologia. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Psicologia (2008-2009), possui graduação em Psicologia pela Universidade de São Paulo (1989), mestrado (1992) e doutorado (1997) em Psicobiologia pela Universidade de São Paulo e pós-doutorado em filosofia da mente e ciências cognitivas pela Universidade Federal de São Carlos (2003). É o coordenador do projeto “O problema mente-corpo e a naturalização da psicologia (cognitiva): Implicações epistemológicas” com recursos da FAPEMIG: Processos SHA 301/09 e PPMIII 349/09.
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Pesquisas
segunda-feira, 14 de março de 2011
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Pesquisa - Pavlov, experimentalista e filósofo da mente?
Autores:
Leonardo Lana de Carvalho
Ederaldo José Lopes (orientador)
Área:
História da Psicologia (Cognitiva)
Resumo:
O objetivo deste trabalho foi analisar a posição e os argumentos monistas de Pavlov frente ao problema mente-corpo, resgatando e valorizando noções ainda não acabadas, mas vanguardistas, que Pavlov utilizava, hoje em voga nas ciências cognitivas e ciências da complexidade, como: auto-organização, sistemas complexos e a visão do homem como um tipo de “máquina de auto-organização complexa”. A pesquisa foi realizada nas dependências do Lab. de Psicologia Experimental/IPUFU, a partir de textos disponíveis no portal de periódicos on-line da CAPES, livros e periódicos científicos de bibliotecas nacionais e importados com recursos da FAPEMIG para o projeto “O problema mente-corpo e a naturalização da psicologia (cognitiva): Implicações epistemológicas.” Textos clássicos de Pavlov, de seus comentadores e de autores clássicos da área da Filosofia da Mente foram utilizados para análises e sínteses comparativas, mantendo assim a originalidade das idéias.
A metodologia de análise dos textos foi baseada na seleção de termos usados por Pavlov e que têm definições no domínio das ciências da complexidade e das ciências cognitivas (ex: “sistema”, “complexo(a)”, “auto-organização”, “máquina”, “objetivo(a)”, “subjetivo(a)”, “adaptação”, “equilíbrio interno”, “equilíbrio externo”). Foram feitas correlações entre as definições dos domínios especificados, os textos de Pavlov e os textos de seus comentadores, o que envolveu a análise semântica dos termos e, em alguns casos, a análise de traduções diretas e indiretas dos originais russos em três línguas (inglês/francês/português). A metodologia de análise visou tais critérios afim de concluir se Pavlov falava de sistemas complexos e de filosofia da mente.
Os principais resultados foram: 1) Pavlov, tendo criticado a posição dualista, animista e a visão teológica, teve o mérito maior de ser um experimentalista. 2) Nos anos 90, ele foi acusado de não sustentar racionalmente argumentos em prol da posição monista frente ao problema mente-corpo. 3) Pavlov pode ser visto como precursor das ciências da complexidade, da cognição artificial e das ciências cognitivas. Conclusão: Pavlov, além de experimentalista, defendeu a posição monista frente ao problema mente-corpo com grande rigor filosófico.
Palavras-chave:
Pavlov; Mente; Sistemas Complexos; Cognição Artificial; Método Experimental
Parte 1
Parte 2
Referência para citação do trabalho:
Carvalho, L. L. e E. J. Lopes. Pavlov, experimentalista e filósofo da mente? XIX Encontro Brasileiro de Psicoterapia e Medicina Comportamental. Campos do Jordão. 23 a 26 de setembro, 2010.
FAPEMIG:
Processos SHA APQ-0152-5.06/07 e SHA PPM 349/09
bolsa de pós-doutorado (Proc. SHA 301/09)
Quem são os autores?
. Leonardo Lana de Carvalho é pós-doutorando no Lab. de Psic. Experimental, IPUFU/FAPEMIG (Proc. SHA 301/09). Possui doutorado em Psicologia pela Universidade de Lyon II com co-orientação em computação pela Univ. de Lyon I (2008), mestrado em Psicologia Cognitiva e Modelagem pela Univ. de Lyon II com estágio no Lab. de Computação - LIRIS Lyon I (2004), graduação em Psicologia pela UFU (2003). Lecionou no Instituto de Psicologia de Lyon II (2004-2008). Fez pós-doutorado na Universidade de Paris IV Sorbonne sob contrato do CNRS (2009). Sua pesquisa está voltada para o problema mente-corpo e técnicas de modelagem estatística, matemática e computacional.
. Ederaldo José Lopes é Professor Associado II da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), orienta no Programa de Pós-graduação em Psicologia do Instituto de Psicologia com ênfase em Psicologia Cognitiva Experimental. Desenvolve trabalhos na área de fundamentos históricos e epistemológicos da psicologia cognitiva e na área de medidas em psicologia. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Psicologia (2008-2009), possui graduação em Psicologia pela Universidade de São Paulo (1989), mestrado (1992) e doutorado (1997) em Psicobiologia pela Universidade de São Paulo e pós-doutorado em filosofia da mente e ciências cognitivas pela Universidade Federal de São Carlos (2003). É o coordenador do projeto “O problema mente-corpo e a naturalização da psicologia (cognitiva): Implicações epistemológicas” com recursos da FAPEMIG: Processos SHA 301/09 e PPMIII 349/09.
Leonardo Lana de Carvalho
Ederaldo José Lopes (orientador)
Área:
História da Psicologia (Cognitiva)
Resumo:
O objetivo deste trabalho foi analisar a posição e os argumentos monistas de Pavlov frente ao problema mente-corpo, resgatando e valorizando noções ainda não acabadas, mas vanguardistas, que Pavlov utilizava, hoje em voga nas ciências cognitivas e ciências da complexidade, como: auto-organização, sistemas complexos e a visão do homem como um tipo de “máquina de auto-organização complexa”. A pesquisa foi realizada nas dependências do Lab. de Psicologia Experimental/IPUFU, a partir de textos disponíveis no portal de periódicos on-line da CAPES, livros e periódicos científicos de bibliotecas nacionais e importados com recursos da FAPEMIG para o projeto “O problema mente-corpo e a naturalização da psicologia (cognitiva): Implicações epistemológicas.” Textos clássicos de Pavlov, de seus comentadores e de autores clássicos da área da Filosofia da Mente foram utilizados para análises e sínteses comparativas, mantendo assim a originalidade das idéias.
A metodologia de análise dos textos foi baseada na seleção de termos usados por Pavlov e que têm definições no domínio das ciências da complexidade e das ciências cognitivas (ex: “sistema”, “complexo(a)”, “auto-organização”, “máquina”, “objetivo(a)”, “subjetivo(a)”, “adaptação”, “equilíbrio interno”, “equilíbrio externo”). Foram feitas correlações entre as definições dos domínios especificados, os textos de Pavlov e os textos de seus comentadores, o que envolveu a análise semântica dos termos e, em alguns casos, a análise de traduções diretas e indiretas dos originais russos em três línguas (inglês/francês/português). A metodologia de análise visou tais critérios afim de concluir se Pavlov falava de sistemas complexos e de filosofia da mente.
Os principais resultados foram: 1) Pavlov, tendo criticado a posição dualista, animista e a visão teológica, teve o mérito maior de ser um experimentalista. 2) Nos anos 90, ele foi acusado de não sustentar racionalmente argumentos em prol da posição monista frente ao problema mente-corpo. 3) Pavlov pode ser visto como precursor das ciências da complexidade, da cognição artificial e das ciências cognitivas. Conclusão: Pavlov, além de experimentalista, defendeu a posição monista frente ao problema mente-corpo com grande rigor filosófico.
Palavras-chave:
Pavlov; Mente; Sistemas Complexos; Cognição Artificial; Método Experimental
Parte 1
Parte 2
Referência para citação do trabalho:
Carvalho, L. L. e E. J. Lopes. Pavlov, experimentalista e filósofo da mente? XIX Encontro Brasileiro de Psicoterapia e Medicina Comportamental. Campos do Jordão. 23 a 26 de setembro, 2010.
FAPEMIG:
Processos SHA APQ-0152-5.06/07 e SHA PPM 349/09
bolsa de pós-doutorado (Proc. SHA 301/09)
Quem são os autores?
. Leonardo Lana de Carvalho é pós-doutorando no Lab. de Psic. Experimental, IPUFU/FAPEMIG (Proc. SHA 301/09). Possui doutorado em Psicologia pela Universidade de Lyon II com co-orientação em computação pela Univ. de Lyon I (2008), mestrado em Psicologia Cognitiva e Modelagem pela Univ. de Lyon II com estágio no Lab. de Computação - LIRIS Lyon I (2004), graduação em Psicologia pela UFU (2003). Lecionou no Instituto de Psicologia de Lyon II (2004-2008). Fez pós-doutorado na Universidade de Paris IV Sorbonne sob contrato do CNRS (2009). Sua pesquisa está voltada para o problema mente-corpo e técnicas de modelagem estatística, matemática e computacional.
. Ederaldo José Lopes é Professor Associado II da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), orienta no Programa de Pós-graduação em Psicologia do Instituto de Psicologia com ênfase em Psicologia Cognitiva Experimental. Desenvolve trabalhos na área de fundamentos históricos e epistemológicos da psicologia cognitiva e na área de medidas em psicologia. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Psicologia (2008-2009), possui graduação em Psicologia pela Universidade de São Paulo (1989), mestrado (1992) e doutorado (1997) em Psicobiologia pela Universidade de São Paulo e pós-doutorado em filosofia da mente e ciências cognitivas pela Universidade Federal de São Carlos (2003). É o coordenador do projeto “O problema mente-corpo e a naturalização da psicologia (cognitiva): Implicações epistemológicas” com recursos da FAPEMIG: Processos SHA 301/09 e PPMIII 349/09.
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Pesquisas
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Pesquisa - Prof. Dr. Ederaldo José Lopes
No vídeo abaixo, o professor Ederaldo fala sobre os estudos que estão sendo realizados ultimamente no Instituto de Psicologia da Universidade Federal de Uberlândia, enfatizando mais a pesquisa que vem conduzindo com um aluno de Pós-Doutorado a respeito da relação da Psicologia Cognitiva (ou processamento de informação) com outras áreas do conhecimento no que se convencionou chamar de Ciências Cognitivas. Isto é, os relatos no vídeo abordará principalmente o estudo que vem sendo desenvolvido a respeito da relação da Psicologia Cognitiva com áreas como a Filosofia da Mente, as Neurociências, a Inteligência Artificial entre outras.
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Pesquisas
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Análise do Livro "Cognitive Therapy and Dreams" de Rosner, Lyddon & Freeman
Nesta seção teremos a análise, realizada pela professora Dra. Renata Ferrarez Fernandes Lopes - Professora Adjunta do Instituto de Psicologia da Universidade Federal de Uberlândia - do livro "Terapia Cognitiva e Sonhos", organizado por Rachael I. Rosner, William J. Lyddon e Arthur Freeman e publicado, em 2004, pela Springer Publishing Company. O livro é dividido em 4 partes, que serão brevemente apresentadas nessa análise. E estas partes são:
. Parte I: Contextos Históricos
. Parte II: Abordagens Objetivistas
. Parte III: Abordagens Construtivistas
. Parte IV: Direções Futuras
Parte 1
Parte 2
. Parte I: Contextos Históricos
. Parte II: Abordagens Objetivistas
. Parte III: Abordagens Construtivistas
. Parte IV: Direções Futuras
Parte 1
Parte 2
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Livros
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Pesquisa Mestrado - Rodrigo Santana
Título: Perdão Interpessoal e Esquemas de Personalidade
Orientadora: Renata Ferrarez Fernandes Lopes
Por volta da década de 1930 já era possível encontrar trabalhos teóricos e empíricos, que embora modestos para a época, lançavam luzes sobre aspectos do perdão. No entanto, é a partir da década de 1980 que temos um crescente interesse a respeito da psicologia do perdão, que passa a ser considerada de maneira mais intensa e séria, havendo inclusive pesquisas empíricas mais rigorosas. Em sua maioria, os estudos investigavam as possíveis ligações entre perdão, saúde mental, bem como eram explorados os aspectos sócio-psicológicos envolvidos. Especificamente, tais estudos indicavam que a disposição para perdoar um ofensor poderia ser explicada por variáveis de natureza sócio-cognitiva, tais como a responsabilidade percebida do ofensor, a intencionalidade, a motivação e a seriedade da ofensa. Desde então, houve um progresso considerável em sua definição e formas de mensuração, sendo possível encontrar atualmente variados tipos de escalas para avaliação desse construto, que vem sendo explorado em seus substratos desenvolvimental, social e de personalidade. Além disso, estudiosos têm progredindo na avaliação de seu valor para o bem-estar individual e social, e também no desenvolvimento de intervenções para promoção do perdão, como é o caso do Projeto para o Perdão da Universidade de Stanford, desenvolvido na Irlanda do Norte junto a pessoas que perderam familiares em função de atos de violência. Este projeto é de responsabilidade de um psicólogo chamado Fred Luskin. Além desse psicólogo, outros nomes que são bastante mencionados na literatura estrangeira são Michael McCullough, Everett Worthington e Robert Enright, e aqui no Brasil, o professor Julio Rique da Universidade Federal da Paraíba.
Em se tratando de aspectos conceituais, embora haja ainda divergências, a literatura mostra que as definições apresentadas pelos estudiosos giram em torno da proposta por Robert Enright e colaboradores (2007) – pioneiro nos estudos sobre perdão –, na qual perdão interpessoal é entendido como: “uma atitude moral na qual uma pessoa considera abrir mão do direito ao ressentimento, julgamentos e comportamentos negativos para com a outra pessoa que a ofendeu, e, ao mesmo tempo, nutrir sentimentos positivos em relação ao ofensor”. Em consonância a essa proposta, Michael McCullough e seus colaboradores (2000), outros estudiosos do tema, propõe perdão como uma mudança intraindividual e pró-social em relação a um transgressor, que estaria situado num contexto interpessoal específico.
Estudos mostram que muito do que as pessoas sofrem como injustiça é parte da rotina dos relacionamentos em família, na escola e no trabalho, ocasionado, muitas vezes, por aqueles que são mais próximos. Deste modo, é provável que muitos já tenham sido alvos de ofensas em graus variados. É importante ressaltar que há ofensas que parecem graves demais se comparadas às que perpassam o cotidiano da maioria das pessoas, o que não impede necessariamente o ato de perdoar. Mas por que razão alguém perdoaria aquele que lhe causou sofrimento? É de fato genuíno o ato de perdoar em situações que envolvem conseqüências negativas mais extremas, assim como em outras menos graves? Partindo-se do pressuposto de que há pessoas que certamente perdoam, o que estas apresentam em comum ou de diferente? É uma motivação pessoal, ou uma atitude influenciada por agentes externos? Que aspectos levam uma pessoa a estar mais disposta a perdoar do que outras? Que crenças embasam a decisão de perdoar o transgressor? As pessoas perdoam porque pensam que se não o fizerem serão pessoas más?
Dentre estas questões, a que se destaca é aquela referente a crenças que embasam o ato de perdoar. A razão disso é que parece ser comum associar quase que automaticamente o tema ao campo religioso, esquecendo-se de considerar crenças que não pertencem a esse domínio. A máxima atribuída a Alexander Pope, “Errar é humano; perdoar, divino”, exprime de maneira simples essa idéia. “As três grandes tradições monoteístas presentes no mundo partilham a idéia de que as pessoas, por serem perdoadas por Deus, deveriam como resultado, perdoar seus transgressores” (McCullough & Witvliet, 2002, p. 447).
A partir disso, outros questionamentos surgem. Partindo-se do pressuposto de que todas as pessoas que praticam tais tradições partilham também a crença do perdão como algo divino, o que dizer sobre as demais pessoas? Que outras crenças elas têm a respeito de perdoar ou não perdoar quem lhes causou algum dano? Perdoam porque, como propõe Fred Luskin (2007) perdoar pode significar a libertação de sentimentos que acreditam influenciar negativamente suas vidas? Além disso, perdoar pode ser visto como uma atitude de flexibilidade, o que garantiria maior capacidade para lidar com os estressores cotidianos? Ou ainda, perdão pode ser visto como algo que mantém ou promove saúde?
Como é possível notar, questões não faltam. Assim, o objetivo deste trabalho é entender como as crenças, mais especificamente, os esquemas iniciais desadaptativos propostos por Jeffrey Young, podem estar relacionados com a disposição das pessoas para perdoar afrontas.
Estudos mostram que muito do que as pessoas sofrem como injustiça é parte da rotina dos relacionamentos em família, na escola e no trabalho, ocasionado, muitas vezes, por aqueles que são mais próximos. Deste modo, é provável que muitos já tenham sido alvos de ofensas em graus variados. É importante ressaltar que há ofensas que parecem graves demais se comparadas às que perpassam o cotidiano da maioria das pessoas, o que não impede necessariamente o ato de perdoar. Mas por que razão alguém perdoaria aquele que lhe causou sofrimento? É de fato genuíno o ato de perdoar em situações que envolvem conseqüências negativas mais extremas, assim como em outras menos graves? Partindo-se do pressuposto de que há pessoas que certamente perdoam, o que estas apresentam em comum ou de diferente? É uma motivação pessoal, ou uma atitude influenciada por agentes externos? Que aspectos levam uma pessoa a estar mais disposta a perdoar do que outras? Que crenças embasam a decisão de perdoar o transgressor? As pessoas perdoam porque pensam que se não o fizerem serão pessoas más?
Dentre estas questões, a que se destaca é aquela referente a crenças que embasam o ato de perdoar. A razão disso é que parece ser comum associar quase que automaticamente o tema ao campo religioso, esquecendo-se de considerar crenças que não pertencem a esse domínio. A máxima atribuída a Alexander Pope, “Errar é humano; perdoar, divino”, exprime de maneira simples essa idéia. “As três grandes tradições monoteístas presentes no mundo partilham a idéia de que as pessoas, por serem perdoadas por Deus, deveriam como resultado, perdoar seus transgressores” (McCullough & Witvliet, 2002, p. 447).
A partir disso, outros questionamentos surgem. Partindo-se do pressuposto de que todas as pessoas que praticam tais tradições partilham também a crença do perdão como algo divino, o que dizer sobre as demais pessoas? Que outras crenças elas têm a respeito de perdoar ou não perdoar quem lhes causou algum dano? Perdoam porque, como propõe Fred Luskin (2007) perdoar pode significar a libertação de sentimentos que acreditam influenciar negativamente suas vidas? Além disso, perdoar pode ser visto como uma atitude de flexibilidade, o que garantiria maior capacidade para lidar com os estressores cotidianos? Ou ainda, perdão pode ser visto como algo que mantém ou promove saúde?
Como é possível notar, questões não faltam. Assim, o objetivo deste trabalho é entender como as crenças, mais especificamente, os esquemas iniciais desadaptativos propostos por Jeffrey Young, podem estar relacionados com a disposição das pessoas para perdoar afrontas.
Palavras chaves: Perdão Interpessoal, Esquemas, Personalidade.
Parte 1
Parte 2
Para saber mais:
Enright, R. D., Rique, J., Camino, C. P. S., & Queiroz, P. (2007) Perdão Interpessoal em Contextos de Injustiça no Brasil e nos EUA. PSICO, 38(2), 182-189.
Luskin, F. (2007). O Poder do Perdão. São Paulo: Francis.
McCullough, M. E. & Witvliet, C. V. (2002). Psychology of Forgiveness. In C. R. Snyder & S. J. Lopez (eds.) (2002), Handbook of positive psychology (pp. 446-458). London: Oxford University Press.
McCullough, M. E., Pargament, K. I., & Thoresen, C. E. (2000). Forgiveness: Theory, research, and Practice. New York: Guilford Press.
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Pesquisas
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Análise do Livro "Cognitive Therapy and the Emotional Disorders" de Aaron T. Beck
O livro "Terapia Cognitiva e os Transtornos Emocionais", do autor Aaron Temkin Beck, trata-se de uma pesquisa profunda dos Transtornos Emocionais sob a ótica de uma das abordagens mais influentes para a compreensão e tratamento da doença mental. E nesta seção terá um video, dividido em duas partes, com uma análise desse livro pela professora Dra. Renata Ferrarez Fernandes Lopes - Professora Adjunta do Instituto de Psicologia da Universidade Federal de Uberlândia -, que dará foco ao capítulo 3, "Significados e Emoções".
Parte 1
Parte 2
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Livros
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Pesquisa de Iniciação Científica - Mara Lívia
Título da pesquisa: A INFLUÊNCIA DO ESTADO DO HUMOR SOBRE OS PROCESSOS ASSIMILATIVOS E ACOMODATIVOS NA FORMAÇÃO E MANUTENÇÃO DE CRENÇAS NA TERAPIA COGNITIVA DE ADULTOS.
Orientadora: Profa. Dra. Renata Ferrarez Fernandes Lopes
Orientadora: Profa. Dra. Renata Ferrarez Fernandes Lopes
Resumo:
Pesquisas recentes demonstraram que as crenças (esquemas) parecem ser particularmente sensíveis à influência afetiva, o que prediz um forte impacto dos estados de humor sobre a cognição. Neste sentido, alguns estudos têm apontado que as crenças estão localizadas na interface entre cognição e emoção. Para sustentar a posição que pressupõe a influência afetiva na formação da cognição ou crença, alguns autores utilizaram a concepção dialética de Piaget sobre os dois tipos de regulação adaptativa: acomodação e assimilação. A assimilação é um processo cognitivo pelo qual a pessoa integra (classifica) um novo estímulo às categorias prévias através de processos de discriminação entre categorias e de generalização dentro de uma mesma categoria (a informação é dirigida pela estrutura de conhecimento pré-existente). Já a acomodação é a propriedade de modificar esquemas de assimilação anteriores sob a influência de situações exteriores às quais o organismo está submetido (a informação é dirigida pelo estímulo externo). Como a formação das crenças pertence ao domínio da assimilação, mais do que da acomodação, a conclusão geral é que um estado de humor positivo serve para sustentar a formação de crenças na interface do afeto e cognição. Alguns estudos empíricos demonstram que estados emocionais positivos facilitam a assimilação, enquanto que estados emocionais negativos sustentam a função de acomodação. Do ponto de vista do cotidiano do psicoterapeuta cognitivo, isto é bastante claro. Pessoas sob estado de humor negativo dificilmente conseguem aproveitar técnicas que visem mudança de crenças por meio de se conhecimento prévio; no entanto, estas mesmas pessoas, sob estado de humor ameno, conseguem transformar seus esquemas de forma mais adaptada. O objetivo desta pesquisa foi classificar as técnicas comportamentais e cognitivas comumente utilizadas na terapia cognitiva de adultos em mais ou menos assimilativas ou acomodativas. Este estudo foi feito por meio de leituras, análises e sínteses comparativas de cada material bibliográfico (livros e artigos essencialmente), de fonte original, com a finalidade de manter a idéia e os dados originais dos autores consultados (Judith Beck e Aaron Beck prioritáriamente). As análises teóricas realizadas apontam que técnicas comportamentais tais como relaxamento progressivo muscular, dessensibilização sistemática e inoculação de estresse suscitam processos acomodativos, da mesma forma que técnicas cognitivas como cartões de enfrentamento e agendamento de atividades. As postulações teóricas disponibilizadas permitem supor que estas técnicas são mais produtivas quando aplicadas em estado de humor negativo, pois requerem processos dirigidos pelos estímulos. Por outro lado, técnicas cognitivas tais como avaliação de pensamento automático, questionamento socrático, categorização de crenças centrais, flecha descendente, minutas de crenças centrais, relatórios de solução problemas são técnicas que exigem processos assimilativos (processos dirigidos por conhecimento prévio) e são mais produtivas em estado de humor positivo ou neutro. Em face do exposto, sugere-se uma reavaliação dos protocolos de intervenção cognitivo comportamental de adultos em função do estado de humor presente durante as sessões terapêuticas.
Palavras-Chave: processos assimilativos e acomodativos; estados de humor; terapia cognitiva de adultos.
Pesquisas recentes demonstraram que as crenças (esquemas) parecem ser particularmente sensíveis à influência afetiva, o que prediz um forte impacto dos estados de humor sobre a cognição. Neste sentido, alguns estudos têm apontado que as crenças estão localizadas na interface entre cognição e emoção. Para sustentar a posição que pressupõe a influência afetiva na formação da cognição ou crença, alguns autores utilizaram a concepção dialética de Piaget sobre os dois tipos de regulação adaptativa: acomodação e assimilação. A assimilação é um processo cognitivo pelo qual a pessoa integra (classifica) um novo estímulo às categorias prévias através de processos de discriminação entre categorias e de generalização dentro de uma mesma categoria (a informação é dirigida pela estrutura de conhecimento pré-existente). Já a acomodação é a propriedade de modificar esquemas de assimilação anteriores sob a influência de situações exteriores às quais o organismo está submetido (a informação é dirigida pelo estímulo externo). Como a formação das crenças pertence ao domínio da assimilação, mais do que da acomodação, a conclusão geral é que um estado de humor positivo serve para sustentar a formação de crenças na interface do afeto e cognição. Alguns estudos empíricos demonstram que estados emocionais positivos facilitam a assimilação, enquanto que estados emocionais negativos sustentam a função de acomodação. Do ponto de vista do cotidiano do psicoterapeuta cognitivo, isto é bastante claro. Pessoas sob estado de humor negativo dificilmente conseguem aproveitar técnicas que visem mudança de crenças por meio de se conhecimento prévio; no entanto, estas mesmas pessoas, sob estado de humor ameno, conseguem transformar seus esquemas de forma mais adaptada. O objetivo desta pesquisa foi classificar as técnicas comportamentais e cognitivas comumente utilizadas na terapia cognitiva de adultos em mais ou menos assimilativas ou acomodativas. Este estudo foi feito por meio de leituras, análises e sínteses comparativas de cada material bibliográfico (livros e artigos essencialmente), de fonte original, com a finalidade de manter a idéia e os dados originais dos autores consultados (Judith Beck e Aaron Beck prioritáriamente). As análises teóricas realizadas apontam que técnicas comportamentais tais como relaxamento progressivo muscular, dessensibilização sistemática e inoculação de estresse suscitam processos acomodativos, da mesma forma que técnicas cognitivas como cartões de enfrentamento e agendamento de atividades. As postulações teóricas disponibilizadas permitem supor que estas técnicas são mais produtivas quando aplicadas em estado de humor negativo, pois requerem processos dirigidos pelos estímulos. Por outro lado, técnicas cognitivas tais como avaliação de pensamento automático, questionamento socrático, categorização de crenças centrais, flecha descendente, minutas de crenças centrais, relatórios de solução problemas são técnicas que exigem processos assimilativos (processos dirigidos por conhecimento prévio) e são mais produtivas em estado de humor positivo ou neutro. Em face do exposto, sugere-se uma reavaliação dos protocolos de intervenção cognitivo comportamental de adultos em função do estado de humor presente durante as sessões terapêuticas.
Palavras-Chave: processos assimilativos e acomodativos; estados de humor; terapia cognitiva de adultos.
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